domingo, 4 de outubro de 2009
Aos caros amigos que também estão sujeitos ao ENEM;
“Estudantes do País inteiro, unamo-nos”!
Melissa de Andrade
04/10/2009
sábado, 5 de setembro de 2009
“Nós fomos colocados no centro da pintura”.
Em síntese, somos cobaias, mas nem sequer fomos avisados por antecedência e nem teremos garantia se essa “experiência” der errado.
Sim! Vamos fazer o novo Enem.
Penso que para ter uma mudança brusca na sociedade, essa mudança tem que vir aos poucos para dar tempo da sociedade se adaptar e acompanhar a nova situação – como aconteceu com o Modernismo, nova forma de ver o mundo e retrata-lo através da arte, no qual foram gastos cerca de vinte anos para que a sociedade digerisse essas novas idéias. Outra comparação: Por que está tendo uma arruaça danada sobre o efeito estufa e seus “efeitos colaterais”? Será que é porque muitas espécies vêm diminuindo cada vez mais? O mundo está esquentando numa cinética tão exacerbada, que ta difícil de sobreviver. Cadê a especiação? Alô tio Darwin, aqui quem fala é da Terra! Poderia muito bem esse exame começar daqui a quatro anos, para que não só alunos, mas professores também aprendam a nova proposta. Mas como não são eles que vão prestar o vestibular ou vão ensinar os vestibulandos, o problema não é deles. Ainda somos pobres mortais que ficamos á mercê das decisões de pessoas que talvez não conhecem a realidade daquilo que propõe. Não conhecem a realidade das pessoas que vão estar sujeitas ao resultado dessas decisões.
Ô meu Brasil brasileiro, já não é hora de parar de dar seu “jeitinho”? Vamos fazer as coisas de modo certo! Sem preocupar com o tempo, mas sim com a perfeição (“Aprendendo com Tachai”). Cansa ver presidentes preocupados em fazer reformas que vão dar resultados em seus próprios governos, mas não melhoram de verdade a situação. Medidas a curto prazo. É engraçado ver que esse Enem irá mecher primeiramente nos últimos níveis da educação básica. Mas está certo reformar o telhado sendo que as pilastras estão ás ruínas? Por favor, neh!?
Mas como tudo hoje precisa de resultados imediatos, teremos.
Os relógios estão derretendo, mostra Salvador Dali.
Melissa de Andrade
Maio 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
Então os "caras-pintadas" se aposentaram...
Como assim? A questão do Sarney passou ilesa! Aconteceu ontem (literalmente) e já esqueceram(mos) de tudo!
Ah! Queria ser política corrupta também, uai! Já que não recai o peso das suas sobre eles mesmos! Ah não... Como o PT não deve favores pra mim (Um abraço Lula!), eu realmente sofreria um impeachment.
Lamentalvelmente vivemos até hoje a política dos governadores e somos subordinados ás ações de uma oligarquia Senadorial que tem por objetivo o enriquecer da classe dominante - que são eles mesmo!
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Meu caro amigo
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando, que também, sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo pessoal
Adeus
Vida longa ao Sarney!
"They don't care about us"
Idéias soltas
Acho que o Lula não precisava ter ficado no estado "computador", mas já que o fato aconteceu, ele deveria investir em um dedo biônico para assim ficar 1o! Talvez esse dedo indique a ele onde realmente precisa-se de auxílios... Acho que os políticos têm paletós demais e será que eles não podem dirigir seus (deles) carros sozinhos?
Vamos partir pra tal "inutilidades".
Porque não dar auxílio-sombrinha pras classes D e E? (Já que auxílio comida deve ser muito caro para os cofres públicos). Dessa forma elas não ficam gripadas e não superlotem os postinhos de saúde.
E essa mudança climática repentina tá difícil, hein?! O trem esquenta lá dentro e depois esfria... E quem sofre somos nós, tomando todos os remédios possíveis para aliviar a dor e a tensão (Já que a prevenção não se é discutida muito).
Ah! Como seria bom o solstício de verão o ano todo! Eu poderia gritar para o mundo ouvir! Poderia mesmo? Aiai... E a “voz ativa” do tio Chico Buarque, tão almejada nos anos 70 e endossada com a constituição de 88? Se eu for no tal COEDE, lá em Brasília, eu vou poder falar tudo o que penso?
Ai, que preguiça!
Melissa de Andrade 07/09
quinta-feira, 16 de julho de 2009
universo paralelo
Escutava vozes. Estava intacta. Ao passar pela cozinha, o cachorro estremecia querendo atenção e tentava me falar algo. Deitava e tampava as orelhas. Parei. Escutei. Talvez naquela vizinhança não fosse tudo tão calmo como aparentava ser. Um olhar me olhava encorajando-me ao medo. Não tive medo. Afinal, estávamos fazendo a mesma coisa... Pendurando roupas. Mesma coisa? O que estaria passando por traz daquele olhar, que mostrava nem um pouco de remorso quando perdia o controle da realidade? Será que ali não haveria um fluido que deixasse transparecer a beleza da vida ou a esperança que há tempos não se era observada? Parei. Escutei gritos. Voz pura de alguém que desconhecia o caso. Voz de socorro. Voz de alguém que não tinha forças para lutar... Era pequeno demais perante situação. A voz frequenciou numa estação que me causou medo e também indignação. De repente, a voz daquele pequeno menino parou. Talvez seja por cansaço, talvez seja por dor. Silêncio. Silêncio que angustia, mas que – para outros, trazia a paz. O olhar saiu da casa, pegou o carro e saiu. Fitou-me a pondo de almejar o meu fechar de olhos. Afinal, já fechamos os olhos pra tanta coisa... A menina dos meus olhos abriu. O olhar saiu com o carro e, virando a esquina, apareceu o carro do olhar cansado, que esperava acolhimento ao entrar. Entrou. Cem vozes... Sem vozes... Silêncio.
Melissa de Andrade 07\2009
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Poliação
Amanhã também vou dar oito passos, e quem sabe não reformularei o tal “jogo do contente”? Com toda licença, viu Poliana! A situação se agravou. Lá em cima deu uma crise sobre o preço das casas. Já aqui, a questão está sobre os valores de dentro das casas. A falta de respeito no âmbito familiar está desencadeando mortes e tantos crimes, que as notícias se resumem a isso.
Será que dá pra tirar uma “contentação” nesse momento?
O primeiro passo.
A carreira de dominó foi tocada e todas as peças caíram
O segundo passo?
Pergunte como o fazer para aquelas pessoas que andam em cadeiras de rodas. Elas agem na confiança e na esperança. Nossa! Nós que temos a capacidade de nos locomover mais rápido que eles, não temos o tempo de agir assim. Vamos ver o sol antes que ele pare de brilhar?!
A partir do terceiro passo, há uma descoberta constante, que nos faz ver a vida por um outro ângulo! Imagina então o quarto, o quinto... e o oitavo! Alcançaremos a perfeição? Se encontrarmos com Aquele que é perfeito, sim!
Como diz Albert Einstein: “É necessário uma crise para que a mudança ocorra”. A crise está aí, nas devidas proporções. E a mudança? Tivemos que recorrer a uma obra-infantil-universal para ver por um outro lado aquilo que está na frente de nós. Lula tem nove dedos, mas quando os conta, com certeza acha dez.
Quem sabe a imagin-ação não resolveria o problema...
Melissa de Andrade 04/2009
Faltando um pedaço
Engraçado ver que no período da ditadura, na qual as pessoas não tinham nenhum direito de expressão (principalmente diante do AI-5), as pessoas iam ás ruas, se manifestavam, mesmo que fossem presas, exiladas e torturadas.
E hoje?
Temos o total direito de nos manifestar, de mostrar quem somos e o que queremos. Mas aí vem a questão: Há quanto tempo que não se vê um motim, em que pessoas lutam por seus direitos? Não que eu seja a favor do anarquismo, do vandalismo, mas quem disse que em uma revolução tem que existir derramamento de sangue?
A partir do momento em que o povo perceber que, assim como na revolução francesa, são eles que sustentam os políticos em suas viagens de uso familiar; que são eles que também pagam a gasolina, os paletós, acho que a situação iria mudar. Afinal, os eleitos estão extraviando o conceito e a prática da sua função. Um exemplo: Peça a eles pra reduzir seus salários (dos políticos – ô pronome ambíguo!), pra que aumente, nem que seja um real pras classes D e E. Talvez aleguem que não vai faz diferença para essas classes, mas pergunte as crianças dessas classes há quanto tempo não chupam uma bala?
É essa a questão, uns mil reais que reduzem aqui, faz uma mudança enorme ali. E eles continuam induzindo o povo a continuar ser "alienado". Dando o peixe, mas evitando os a ensinar a pescar, pois sabem que estão agindo errado; E com a melhora da educação, eles não seriam mais "reeleitos", viu Collor! Assim como Goethe diz: “Ler é a arte de desfazer nós cegos”.
Dá uma olhada na França, se acontecer algum fato em que a população não aprove. Eles saem quebrando tudo! E aqui? A gente conta com o esquecimento. Finge que não é com a gente. A gente é o povo, mas diante dessa situação o povo são eles, e não eu. Dá vontade de construir um castelo ás vezes... Mas eu, pobre mortal, se roubar um pote de margarida na venda da esquina pra dar pro meu filho comer com o pão seco que me oferecem, eu sou presa, e fico anos mofando lá. E eles? Constroem castelos; Dizem que esqueceu do nome do ministro do ministério da apicultura quando são perguntados (C.Q.C). Somos o que dá pra fazer? Dá pra fazer muito, mas cadê a ação? É isso que nos falta!
“A vida seria sem-graça se gente que diz: ‘É impossível’ a governasse”.
Melissa de Andrade 05/2009
“Na corda bamba de sombrinha”
Sim. Já estamos acostumados a suportar em nossas cabeças uma massa em torno de uma tonelada que literalmente nos empurra para baixo – quase tudo na vida tende a ser acostumável. Fora certos objetos indiretos que vêm se acumular diante desse “monte”, tendendo-nos ao desequilíbrio, contribuindo para nossa queda.
De certo modo, quando algumas coisas ficam corriqueiras á nossa volta, deixamo-nos levar por elas, e ás vezes nem questionamos por as acharmos normais. São objetos indiretos adjuntos ao nosso nome inclusos nos apostos. Aposto que ainda assim cada chamamento e cada letra de nosso nome têm, ou deve ter um (certo) imposto (certo). Claro, porque pra você ter seu nome, ele tem que ser seu, e pra ser seu - como tudo hoje, você tem que pagar por ele; e em toda compra, uma porcentagem bem rentável é destinada aos impostos. Ás valorosas rendas, que por lei (Deve ser cumprida) se destinam aos projetos do governo. Projetos e não projéteis.
É gente... A gente trabalha e não pode comprar o que quer. A mais-valia, séculos depois de ser "denunciada" pelo tio Karl ainda não foi investigada pelo KGB, FMI, NASA, CIA ou outros órgãos que se definem como sendo fiscalizadores? Oras, "faça alguma coisa Mutley!”.
Não somos incapazes de rebelar (ao menos os franceses não!). Mas até hoje, como o brasileiro deu seu jeitinho, com certeza o "show" não vai parar. Ele sempre tem que continuar, porque ainda existem espectadores batendo palma diante dessa apresentação de circo chamada vida.
Melissa de Andrade 04/2009