“Nós fomos colocados no centro da pintura”.
Em síntese, somos cobaias, mas nem sequer fomos avisados por antecedência e nem teremos garantia se essa “experiência” der errado.
Sim! Vamos fazer o novo Enem.
Penso que para ter uma mudança brusca na sociedade, essa mudança tem que vir aos poucos para dar tempo da sociedade se adaptar e acompanhar a nova situação – como aconteceu com o Modernismo, nova forma de ver o mundo e retrata-lo através da arte, no qual foram gastos cerca de vinte anos para que a sociedade digerisse essas novas idéias. Outra comparação: Por que está tendo uma arruaça danada sobre o efeito estufa e seus “efeitos colaterais”? Será que é porque muitas espécies vêm diminuindo cada vez mais? O mundo está esquentando numa cinética tão exacerbada, que ta difícil de sobreviver. Cadê a especiação? Alô tio Darwin, aqui quem fala é da Terra! Poderia muito bem esse exame começar daqui a quatro anos, para que não só alunos, mas professores também aprendam a nova proposta. Mas como não são eles que vão prestar o vestibular ou vão ensinar os vestibulandos, o problema não é deles. Ainda somos pobres mortais que ficamos á mercê das decisões de pessoas que talvez não conhecem a realidade daquilo que propõe. Não conhecem a realidade das pessoas que vão estar sujeitas ao resultado dessas decisões.
Ô meu Brasil brasileiro, já não é hora de parar de dar seu “jeitinho”? Vamos fazer as coisas de modo certo! Sem preocupar com o tempo, mas sim com a perfeição (“Aprendendo com Tachai”). Cansa ver presidentes preocupados em fazer reformas que vão dar resultados em seus próprios governos, mas não melhoram de verdade a situação. Medidas a curto prazo. É engraçado ver que esse Enem irá mecher primeiramente nos últimos níveis da educação básica. Mas está certo reformar o telhado sendo que as pilastras estão ás ruínas? Por favor, neh!?
Mas como tudo hoje precisa de resultados imediatos, teremos.
Os relógios estão derretendo, mostra Salvador Dali.
Melissa de Andrade
Maio 2009